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  • Foto do escritorFernanda Passoni

Não existe jeito certo

Atualizado: 13 de mar.

Eu não sei o jeito certo de educar seus filhos. E não só porque são seus...eu não saberia o jeito certo de educar os meus também. Não acho que meus pais sabiam o jeito certo de serem meus pais, ou os pais dos pais deles, ou os pais, dos pais, dos pais...

 





Pare pra prestar atenção em como você se sente quando tem dúvidas sobre se está sendo uma boa mãe ou um bom pai. O que você sente no seu corpo? Que tipo de pensamento vem à sua mente? Desconfio que podem vir sentimentos de medo, raiva, ansiedade; talvez você sinta frustração, paralisia ou talvez tenha pensamentos de culpa (dirigidos a você ou a outros), julgamento, uma urgência de buscar algo que te salve dessa avalanche. E contra o que é urgente não há argumentos! Precisamos encontrar respostas rápidas e, de preferência simples, que nos tragam um alívio definitivo. Que nos assegurem de que estamos cumprindo bem o nosso papel e de que não vamos falhar.

 

E você encontra: toneladas de informações na internet, cursos, livros...toneladas. Mas um deles é o que você precisava e você encontra seu santo graal! Você se dedica, aprende, estuda...Em quanto tempo você volta a se sentir exatamente como quando começou? Raiva, confusão, frustração, culpa. Tudo de novo. Talvez aquele livro não tinha tudo o que você precisava saber. “Mas este youtuber...ah sim, esse é incrível, sabe exatamente o que estou passando e esse sim vai resolver os meus problemas!”

Podemos usar a imaginação e continuar nessa história por muito tempo. Ela se repete. E não se preocupe porque caímos, todos nós, nesta mesma urgência, nessa mesma ânsia!

 

É isso que nos motivou a organizar esse projeto “Parentalidade Compassiva”. No fim das contas, o que é certo? O que importa? O que realmente ajuda a sermos melhores pais e mães? Oferecermos o melhor suporte possível para que os filhos se desenvolvam? Como eu disse no início eu não sei e não acho que é possível saber o que é certo. Digo isso de coração e com sinceridade.

 

O que entendo ser possível (não só em relação a parentalidade, mas em relação à vida de uma maneira geral) é ter uma base estável, flexível e amorosa a partir da qual podemos explorar as possibilidades e ver qual faz mais sentido e se encaixa melhor na nossa realidade. Essa base eu chamo de compaixão. Uma vez um cliente me disse que, para ele, a compaixão era como uma lousa em branco onde ele podia: se mover, errar e corrigir a rota, criar (ao contrário de como se sentia quando estava com medo: inflexível, restrito, não havia possibilidade de erro). Eu concordo com ele e acho essa metáfora muito preciosa! A compaixão nos dá espaço. Não um espaço frio, mas um espaço quentinho, seguro e cheio de energia onde podemos apoiar nossos pés a cada vez que temos uma dificuldade e pensarmos no que seria mais benéfico naquele momento. Do que estou precisando? O que me ajudaria a passar pela situação?  O que seria mais sábio? A partir da compaixão brotam coisas como respeito, coragem, sabedoria, amor, compreensão, encorajamento.

 

Não há resposta certa porque ninguém está vivendo a sua vida e a da sua família. Mas com a compaixão há uma boa chance que você encontre um caminho que te leve para um lugar melhor. Desejo que a compaixão seja sua bússola!

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